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1º Congresso Mundial POETAS DEL MUNDO

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http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2841

Congresso Brasileiro de Poesia 01 a 06/10/2007

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Dias mágicos em que se respira Poesia...

dez iLusão

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andarilho em estrada ambígua traço linhas angulares perco o rumo desço rio atalho in constante dez lise vagante em uni versos dez secar.

Primeiro vídeo-poema no Youtube - DOR

Menina

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Ei menina vai embora não... Preciso de você pra poder sonhar Comer nuvem com calda de chocolate Morder a lua e beber água do mar Acreditar que o amanha existe e que todos são capazes de mudar Enxergar a alma de cada ser e ter certeza de que a bondade vai vingar Ei menina vai embora não... no corpo desta mulher ainda bate teu coração...

A Morte em conta-gotas

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De gota em gota em leves doses sinto a morte tomando meu corpo sem sabor sem odor sem sentido força que se esvai evapora em companhia de lágrimas teimosas doses homeopáticas antipáticas insistem em mudar o curso do rio corredeira pedras no fim de tudo bela paisagem.

Sonhos a lados

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Na janela do quinto andar solto sonhos ao vento vejo-os sobrevoando a cidade desconhecida... prédios cinzas ornamentam avenidas enfeitadas de buzinas pessoas que vem e vão em direções contrárias rumo à mesma estrela posso avistar o mar ao longe talvez o sonho busque a água cristalina para repousar talvez busque uma ilha para se isolar os olhos acompanham a cena cinema mudo palavras não têm voz apenas desenham no papel uma ponte entre mim e o sonho Talvez assim seja possível alcançá-lo.

(DES)Encontros

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A primeira vez que nos vimos estava perdida na floresta acreditei em seu conselho pegou-me numa armadilha satisfez seu desejo fedelho Você, Lobo Mau Eu, Chapeuzinho Vermelho. A segunda vez que nos vimos fizemos do amor uma guerra nações em plena glória fascinados pela doce beleza que fez de mim tua jóia Você, Menelau Eu, Helena de Tróia A terceira vez que nos vimos guerreávamos pelo sul do país justiça, paz, humanidade luta por convictos ideais igualdade, liberdade de verdade Você, Giussepe Eu, Anita Garibaldi A quarta vez que nos vimos chocamos toda uma sociedade sangue que nos afasta lutamos contra o mundo arcaico ao amor demos um basta Você, Édipo Eu, Jocasta A última vez que nos vimos estávamos no mesmo horizonte. seguindo em encruzilhada enfeitados por cicatrizes pela vida traquejada Você, Caminho Eu, Estrada.

Ciranda da Rosa Vermelha

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Na ciranda da Rosa Vermelha beijaste minha mão e me tiraste para ser teu par. Rodopiamos primavera adentro fizemos canção pro vento perfumamos todo o ar Sapateamos na maré cheia fizemos castelos de areia oferendas pra Iemanjá Te ofereci todo meu carinho pus flores no teu caminho conjuguei o verbo amar Agora o inverno chegou a ciranda parou Rosa vermelha começou a murchar Suas pétalas caem pela estrada deixando marcas caladas e uma leve tristeza no olhar Nova ciranda rodando tu em outras flores tocando Rosa vermelha não vai mais voltar... Niterói – RJ 02/07/2007 – 18:30h

Poema-instante

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Profundo silêncio da madrugada um ruído-inquietação em meu peito Desligo o computador por vezes, único companheiro nas solitárias noites sem fim. Percorro os cômodos da casa Confiro se tudo está bem fechado ( Tempos em que bandidos ficam soltos e inocentes presos em suas celas) Paro diante do quarto das crianças Tudo tão quieto! As camas perfeitamente arrumadas Todos os bichinhos de pelúcia no lugar Os livros uniformemente organizados na prateleira Nenhuma sandália espalhada pelo chão... Por alguns instantes saio de mim mesma E viajo em um tempo transcendental Parada diante do quarto Vejo berço, móbiles, fraldas Escuto chorinhos dengosos Seios fartos de leite-vida Sinto o perfume lavanda-bebê.. As camas vão chegando Os sapatinhos aumentam de tamanho ( como aumentam rápido!) Chegam os uniformes escolares As mochilas do Piu-piu As paredes riscadas com garatujas Os livros ilustrados preenchendo toda a estante Chegam os diários O rosa das colchas e lençóis muda de tom No lugar das bonecas ...

Embriaguez

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Hipnotizada pelo reflexo da Lua dispo-me de mim e mergulho profundamente nesta taça de vinho tinto sobre a mesa Conduzo-me ao fundo onde posso abrir os olhos e ver-me claramente refletida no cristal do tempo. Embriago-me em mim só me basta eu totalmente desnuda imersa no sangue-tinto do seco vinho Afogo-me em meu delírio até a última gota de esperança Após a ressaca volto a ser apenas mais uma na multidão sem graça.

Vitoriosa

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Sou vitoriosa Quando abro os olhos a cada amanhecer Quando penso em Deus e O deixo florescer Quando levanto de cada queda Quando a esperança em mim hospeda Sou vitoriosa Quando sou capaz de fazer-te sorrir Quando sei que sabes que a mim podes vir Quando o sono chega e posso descansar Quando me deito livre pra sonhar Sou vitoriosa Quando descubro que tudo é um recomeço quando cada passo que dou eu amadureço Quando olho a lua e vejo beleza na vida Quando consigo sorrir mesmo que ferida Sou vitoriosa Quando posso olhar-te Bem no fundo Quando posso sentir-te Mesmo por um só segundo Quando sinto que em ti encontro abrigo Quando sei que a vida É sempre um grande perigo! Sou vitoriosa!