não estava previsto que uma estrela reinaria em meu ventre vieste numa noite de lua crescente e aos poucos tomaste conta de meu âmago misto de medo e ternura provocaste em mim diversas nuances de sensações do breu à mais branca luz Vem pro meus braços, meu pequenino! Mamãe te espera, Meu anjinho de luz... Luh Oliveira 05/08/2011 15:24h
Poesia navegante Portugal - Brasil Achamento. Selvagens. Mata. Bicho. Rio. Língua mátria Salve Caminha! Terra à vista Porto Seguro. Brasil. Terra rica, terra fértil Em se plantando tudo dá Cana-de-açúcar, café, ouro É natureza pra se fartar... Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá mas os indios foram cativos dos brancos do além-mar! Muita luta, catequese imposição de religião inúmeras tribos extintas em nome de Dom João . E veio a Mãe África com toda força e esplendor mãos doces de cana mães amargas de dor. Luta. Escravidão Quilombo dos Palmares Negros vistos como gente Poesia - Castro Alves! Meu Brasil Brasileiro Atabaques, bandolins Mãos negras, mães pardas Rosas,dálias, orquídeas, jasmins. Meu Brasil brasileiro José, João, Helena, Maria juntos numa mesma face. Brasil - Poetnia.
Luh Oliveira 05/01/2010 03:22h fantasmas rondam a sacada da casa perambulam pela madrugada na penumbra desenhada pela lua cheia que já some no negro céu percorrem os cômodos à procura de lembranças guardadas em alguma gaveta velha escondidas por debaixo de roupas inúteis murmuram incógnitas em meu ouvido gritos agonizantes que abrem os olhos e espantam os sonhos comuns íris cor de mel se apavoram diante da dança insolúvel de almas inomináveis pela janela entreaberta entram os primeiros raios da manhã que afugentam todos os medos enraizados no ventre encolhido dentro de mim apenas o desejo de um dia normal
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